terça-feira, 10 de setembro de 2013

Distrito 9: a grande crítica sociopolítica e ao cinema

Engana-se quem pensa que não me agradou o filme. Ele me agradou muito. No entanto não posso deixar de mencionar que o filme é tosco. Chega a ser cômico certas horas. Mas, quando se percebe sua forte crítica social a vários aspectos culturais e políticos do mundo, o jogo muda.

Durante todo o filme, que é ficcional, a linguagem de documentário predomina. Usa-se dos jornais e de narrações a todo o tempo para contar a história. Isso em alguns momentos chega a ser chato, uma vez que a imagem ou até a personagem conta o que está acontecendo e uma voz em off ou os jornalistas do filme tornam a repetir. Um exemplo. O personagem principal Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley) está encurralado em uma determinada cena do filme. É visível. No entanto o narrador e os jornalista afirmam “ele está encurralado”.

Tirando esses detalhes enfadonhos – sempre quis dizer isso – o filme é muito interessante. A crítica social feitas às grandes produções de cinema, à situação econômica e política mundial, à áfrica, a encenação de um apartheid alienígena em contra posição ao real, dentre tantos outros nos coloca em cárcere por reflexões acerca de cada tema.

Imaginem uma nave de Et’s parando na África do Sul. Ilógico, não? Não do ponto de vista que estamos acostumados a ver a cidade de New York sendo varrida do mapa ou alvo de bang bang alienígena. Essa crítica ao cinema que coloca todas as ações de invasão e a solução de problemas de tais níveis a única nação me fascinou no filme. Ver que os protagonistas não são americanos e que a cidade deles não está em foco é chocante para quem vê o filme e sempre se acomodou às resoluções destas situações cinematografias à competência do “Tio San”. Por outro lado, nos mostra a dura realidade de países “menos ricos” e o despreparo para lidar com tais situações.


Uma outra crítica e a ONU. No filme retratada como MNU e seus fins escusos. Afinal a ONU serve a humanidade ou a algumas nações. Um exemplo atual é a guerra na Síria. Os EUA decidiram e vão fazer a guerra. A ONU fica inoperante, ou quando atua, como no filme atende a interesses militares. Geração de renda para poucos.

A memória do apartheid é a todo o momento jogada em nossa cara. Quando vemos que os ET’s são colocados  separados dos humanos, vemos a crueldade da humanidade.

Enfim, o filme é digno de ser analisado e refletido. Povos estão na mesma situação dos camarões do filme – que não vem a cabeça outra imagem a não ser que são parentes do Dr Zoidberg deFuturama kkkk – e vivem segregados não em distritos, mas nos seus próprios países, enquanto o que interessa ao resto do mundo são apenas as suas riquezas e não suas vidas.

Sinopse


Há 20 anos uma gigantesca nave espacial pairou sobre Joanesburgo, capital da África do Sul. Como estava defeituosa, milhões de seres alienígenas foram obrigados a descer à Terra. Eles foram confinados no Distrito 9, um local com péssimas condições e onde são constantemente maltratados pelo governo. Pressionado por problemas políticos e financeiros, o governo local deseja transferir os alienígenas para outra área. Para tanto é preciso realizar um despejo geral, o que cria atritos com os extra-terrestres. Durante este processo Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley), um funcionário do governo, é contaminado por um fluido alienígena. A partir de então ele se torna um simbionte, já que seu organismo gera algumas partes extra-terrestres. Com o governo desejando usá-lo como arma política, Wikus conta apenas com a ajuda do extra-terrestre Christopher para escapar.

Trailer




terça-feira, 20 de agosto de 2013

#Portfólio: Veja alguma peças

Peça feita para o Dia do Estudante e divulgada no site e redes da Unipac Vale do Aço

Peça não aprovada. As pessoas não compreenderam a frase.

Publicada e aprovada pela Unipac

Uma imagem boa já garante um ótima peça. Eis o caso

Sempre ouvir dizer que temos de fazer coisas simples. Tá aí 


terça-feira, 6 de agosto de 2013

100 sites mais úteis para sua vida na internet

A rede mundial de computadores, a Internet, trás várias coisas bizarras e inúteis à nossa vida que adoramos. Ou melhor amamos. No entanto ela também nos apresenta ferramentas magnificas para o uso cotidiano que podem nos salvar e nos beneficiar muito. 

Navegado por um desses sites que muitos dizem ser inútil, mas que para mim é útil de mais, o Treta, encontrei essa postagem muito boa sobre essas ferramentas online que salvam vidas, ou ao menos ajudam a melhorar. 

01. screenr.com – Grave vídeos do seu desktop e mande diretamente para o Youtube
02. bounceapp.com – Para capturar screenshots em tamanho completo de páginas da web
03. goo.gl – Encurtar URLs e transformá-las em QR codes
04. untiny.me  – Encontrar a URL original por trás de uma URL encurtada
05. qClock – Saber a hora local de uma cidade usando Google Maps
06. copypastecharacter.com  – Copiar caracteres especiais que não ficam no teclado
07. postpost.com – Uma ótima ferramenta de busca para Twitter
08. lovelycharts.com – Criar flowcharts, diagramas, sitemaps, etc.
09. iconfinder.com  – O melhor lugar para encontrar ícones de todos os tamanhos
10. ifttt.com – Crie uma conexão entre todas as suas contas/perfis online
11. followupthen.com – A maneira mais fácil de criar lembretes por email
12. jotti.org – Escanear qualquer arquivo suspeito ou anexos contra vírus
13. wolframalpha.com – Conseguir respostas diretamente, sem busca (mais detalhes em wolfram tips)
14. printwhatyoulike.com – Copiar páginas web sem precisar cortá-las
15. joliprint.com – Reformata artigos e conteúdo de blog como um jornal
16. ctrql.org – Ferramenta de busca para RSS feeds
17. e.ggtimer.com – Um simples timer para suprir suas necessidades diárias
18. coralcdn.org – Se um site está fora por alta quantidade de tráfego, tente acessá-lo via CoralCDN
19. random.org – Escolher números randômicos, jogar cara ou coroa, etc.
20. pdfescape.com – Para conseguir editar arquivos em PDF direto no browser
21. otixo.com – Gerencie seus arquivos das contas de Dropbox, Google Docs, etc.
22. tubemogul.com – Upload de vídeos diretamente no YouTube e em outros sites de vídeo, simultaneamente
23. dabbleboard.com – Seu quadro branco virtual
24. scr.im – Compartilhe seu endereço de email sem se preocupar com spam
25. spypig.com – Para enviar receitas direto no seu email
26. sizeasy.com – Visualizar e comparar o tamanho de qualquer produto
27. myfonts.com/WhatTheFont – Determinar rapidamente o nome da fonte utilizada, a partir de uma imagem
28. google.com/webfonts – Uma ótima coleção de fontes open source
29. regex.info – Encontrar dados escondidos em suas fotos – veja mais em EXIF tools.
30. livestream.com – Transmitir eventos ao vivo pela web, incluindo seu desktop
31. iwantmyname.com – Auxilia a buscar domínios dentro de todas as TLDs
32. homestyler.com – Projete/desenhe de um rascunho inicial ou remodele sua casa em 3d
33. join.me – Partilhe sua tela com qualquer pessoa online
34. onlineocr.net – Para reconhecer textos de PDFs escaneados – veja mais OCR tools
35. flightstats.com – Veja os status de qualquer vôo em qualquer aeroporto do mundo
36. wetransfer.com – Para compartilhar grandes arquivos online
37. pastebin.com – Um clipboard temporário para seus textos e pedaços de código
38. polishmywriting.com – Corretor ortográfico para erros de digitação ou gramaticais
39. marker.to – Para grifar as partes mais importantes das páginas
40. typewith.me – Trabalhe no mesmo documento com várias pessoas editando-o
41. whichdateworks.com – Planejando um evento? Encontre uma data que funcione para todos
42. everytimezone.com – Uma maneira menos confusa de ver todas as time zones do mundo
43. gtmetrix.com – A ferramenta perfeita para medir a performance do seu site online
44. noteflight.com – Imprimir folhas pautadas para música, escrever suas próprias músicas online (review)
45. imo.im – Conversar com amigos no Skype, Facebook, Google Talk, etc de um único local
46. translate.google.com – Traduzir páginas, PDFs e documentos do pacote Office
47. kleki.com – Criar pinturas e rascunhos com uma infinita gama de pincéis
48. similarsites.com – Descobrir novos sites, parecidos com os que você já gosta e conhece
49. wordle.net – Rapidamente resumir textos longos com nuvem de tags
50. bubbl.us – Criar mind-maps e ideias de brainstorm no browser
51. kuler.adobe.com – Conseguir sugestões de cor ou extrair cores de fotografias
52. liveshare.com – Compartilhe suas fotos em formato de álbum imediatamente
53. lmgtfy.com – Quando seus amigos são preguiçosos demais para usar o Google sozinhos…
54. midomi.com – Para quando você precisa encontrar o nome de uma música
55. bing.com/images – Para encontrar automaticamente e no tamanho perfeito o papel de parede do seu mobile
56. faxzero.com – Mandar fax online de graça
57. feedmyinbox.com – Receber RSS feeds como um jornal no email
58. ge.tt – Mande rapidamente um arquivo para alguém, e permite preview antes de executar o dowload
59. pipebytes.com – Transferir arquivos de qualquer tamanho sem utilizar servidores de terceiros
60. tinychat.com – Criar uma sala de chat particular em segundos
61. privnote.com – Criar texto que será automaticamente destruído depois de lido
62. boxoh.com – Acompanhar o status de envio por correio via Google
63. chipin.com – Para quando você precisa levantar fundos para evento ou causa
64. downforeveryoneorjustme.com – Para descobrir se seu site favorito está offline ou não
65. ewhois.com – Encontre os outros sites de uma pessoa através de um caminho inverso de analytics
66. whoishostingthis.com – Encontre o host de qualquer site
67. google.com/history – Encontrou no Google mas não se lembra?
68. aviary.com/myna – Um editor de áudio online – para gravar e remixar
69. disposablewebpage.com – Crie uma página temporária que se auto-destrói
70. urbandictionary.com – Encontre definições para gírias e linguagem informal
71. seatguru.com – Consulte esse site antes de escolher o assento do seu próximo vôo
72. sxc.hu – Download grátis de imagens
73. zoom.it – Veja imagens em altíssimas resoluções sem precisar rolar a tela
74. scribblemaps.com – Cria facilmente locais customizados no Google Maps
75. alertful.com – Cria alertas via e-mail para eventos importantes
76. encrypted.google.com – Permite que seu chefe não veja seus critérios de busca
77. formspring.me – Pergunte ou responda coisas pessoais aqui
78. sumopaint.com – Excelente editor de imagem online (baseado em camadas)
79. snopes.com – Descubra se a oferta que chegou por e-mail é spam
80. typingweb.com – Aulas online e práticas de digitação
81. mailvu.com – Para enviar vídeos por e-mail
82. timerime.com – Cria uma timeline com áudio, vídeo e imagens
83. stupeflix.com – Faz um filme com suas imagens, vídeos e áudio
84. safeweb.norton.com – Confira o nível de confiança de qualquer página
85. teuxdeux.com – Uma lista de coisas para fazer que parece um  diário
86. deadurl.com – Você vai precisar disso quando suas páginas favoritas forem deletadas
87. minutes.io – Para capturar notas rápidas de reuniões
88. youtube.com/leanback – Assitir canais do Youtube no modo TV
89. youtube.com/disco – Rapidamente cria uma playlist do seu artista favorito
90. talltweets.com – Para enviar twits maiores que 140 caracteres
91. pancake.io – Cria um site simples, usando sua conta no Dropbox
92. builtwith.com – Encontre a tecnologia utilizada em qualquer website
93. woorank.com – Vasculhe qualquer página com uma perspectiva SEO
94. mixlr.com – Transmita som ao vivo pela web
95. radbox.me – Favorite vídeos para assistir mais tarde
96. tagmydoc.com – Inclua QR codes nos seus documentos e apresentações
97. notes.io – A maneira mais fácil de escrever lembretes
98. ctrlq.org/html-mail – Envie e-mails anonimamente no formato rich-text
99. fiverr.com – Contrate pessoas para fazer qualquer coisa por 5 dólares
100. http://en.savefrom.net/ - Aqui você baixa vídeos da internet direto do seu navegador. Sem ter de instalar programas para isso.
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Kibeline: Sedentário > YouPix > The 101 Most Useful Websites

Fonte do artigo: ((( TRETA )))

terça-feira, 23 de julho de 2013

Se estiver faltando "grana" o Marketing de Guerrilha resolve

Calma que Marketing de Guerrilha não é isso
Muitos ao ouvirem esse termo acham que é piada. No meu caso foi assim. No entanto, essa pártica não é nova no mercado. Muitos já a usaram e ainda a usam. A ideia de Marketing de Guerrilha surge na ausência  de recursos para comunicar, propagar e etc, algum produto, ideia e outros. As empresas que dispõe de poucos recursos usaram e usam deste recurso que de certo modo caiu no no gosto até mesmo das grandes corporações que investem muito nestas ações e depois virarizam na rede mundial de computadores. 
O Marketing de Guerrilha, nada mais nada menos, é uma ferramenta que quer impactar os consumidores através de métodos diferentes, sem grandes orçamentos em meios de comunicação tradicionais como rádio, TV e jornal. Olhando de forma simples, é apenas aquela boa forma de se virar, afinal ninguém ou nenhuma empresa é "quadrada". 
Existem algumas formas de se fazer o Marketing de Guerrilha. Algumas delas beiram ao improviso total e outras a um planejamento mínimo. 
Intervenção urbana
Ao andarmos por aí observamos a poluição visual e o grande número de informação que nos é dado. A Intervenção Urbana  como ferramenta de guerrilha ocorre quando ela interfere na paisagem comum aos nosso olhos, fazendo com que a comunicação que desejamos passar se destaque diante todas as outras existentes na paisagem sem interferir nas características rotineiras do meio.  
O grupo The Glue Society's, formado por artistas, designers e projetistas criou esta instalação derretida na Austrália como manifestação ao aquecimento global.
O crânio gigante é parte de uma campanha para promover o lançamento da 3ª temporada da série Game of Thrones, da HBO
Performance
Já a Performance, embora seja parecida com a Intervenção Urbana, tem como foco a linguagem corporal e a expressão artística para comunicar o seu objetivo.  Ela pode acontecer por meio de apresentações corpo a corpo, shows relâmpagos, teatro nas ruas, passeatas, enfim, vai da criatividade de quem está comunicando.
Emboscada / Ambush Marketing
Essa forma, considerada desleal por muitos, e até mesmo passível de punição e ação com base no artigo 1.147 do código civil, não é bem vista pelos publicitários e profissionais do meio. 
A Emboscada, que custa nada ou quase nada, se dá pela invasão, isso mesmo, do anuncio de concorrentes. Exemplos de emboscadas famosas foram na copa do mundo de 94 em que vi o Brasil ser tetra onde os jogadores, apesar do patrocínio oficial do evento ser da concorrente possaram para fotos com o dedo erguido lembrando o número um e o slogan da Brahma. A Copa de 94 era oficialmente patrocinada pela Kaiser. 
Romário faz o símbolo da Brahma ao receber a taça de campeão
Outro caso foi quando estudantes tatuaram o simbolo da Reebook em suas testas durante a maratona de Boston que era patrocinada pela Adidas. 
Há ainda o caso do SBT e a Jequiti, empresas do mesmo grupo. As mensagens subliminares dos perfumes da marca durante a programação tem causado polêmica. Uns gostam outros não. Mas o Silvio mandou dizer que não tira. Até ele desistir, veremos na TV as imagens dos produtos surgindo do nada. Eu particularmente gostei da ideia.  
Bem vistas ou não. Com auto custo ou baixo custo. Marketing de Guerrilha é sempre bem-vindo e traz ótimos resultados para a marca. 
por Marquione Ban

terça-feira, 16 de julho de 2013

“Em busca da Terra do Nunca” um filme para o fim de semana e para a vida toda

Alguns filmes me chamaram a atenção nestes últimos tempos. Em Busca da Terra do Nunca me fez pensar e escrever. Assim como o jovem Peter, que depois de incentivado por Mr Barrie (Johnny Deep) também escreveu. No entanto não farei uma peça, mas uma crítica a essa obra prima do Cinema que injustamente perdeu o Oscar para Menina de Ouro. Filme, a meu ver, não tão bom quanto.

Finding Neverland – Título original – ou Em busca da Terra do Nunca  é simplesmente emocionante. Nos leva literalmente a terra de Peter Pan, que vivemos durante anos em nossa infância, mas nos joga em uma dura realidade da vida. Ela tem fim.

Esse filme narra a história de J. M. Barrie para escrever uma peça de teatro após o fracasso total de sua última apresentação. Barrie então começa a buscar inspiração e a encontra no jardins de Kensington quando, pela primeira vez, faz contato com a família Davies.

A partir se desenrola a trama em meio ao mundo imaginário e infantil dos filhos de Sylvia (Kate Winslet) uma jovem viúva que está doente, mas não quer se cuidar, apensas mostrar aos filhos que é preciso viver acima de tudo.

Em Busca da Terra do Nunca nos transporta para a emoção de viver um mundo possível onde os problemas não passam de brincadeiras e por isso se tornam inexistentes, mas onde se é preciso crescer. Eis aí a palavra que permeia a toda a obra. Crescer significa deixar de imaginar. Esquecer a Terra do Nunca.

Quando  vi o filme, não vi apenas como um filme, não em identifiquei com personagem A ou B, mas relembrei, e por isso me inebriei na história, de minha infância. Quando via que havia problemas que os adultos teriam que resolver, mas que minha imaginação me levava a uma terra. Não a do nunca, mas uma terra onde eu podia ser o que quisesse. Ter super poderes. Criar, destruir, reinventar. Moldar uma realidade que faria feliz.

O filme me levou também a hoje. Me fez refletir quem sou e quem deixei de ser. A criança que estava em mim se foi? Questionei-me, e ao ver uma das cenas que mais me chamaram a atenção, entendi que não. A criança está em mim. Eu que a prendi em minhas mais profundas memórias.  A cena em foco, ocorre após a aclamada estreia da peça  Perter Pan, quando em um diálogo com o jovem Peter, que inspirou Barrie a escrever a personagem, algumas pessoas dizem a criança que ele ela Peter Pan. Imediatamente, o jovem diz a todos que Peter  Pan é o Sr. Barrie.

Quem de nós não queria ser Peter Pan? Não crescer. Viver na fantasia. Na terra que criamos quando criança. Em mundo belo, alegre, cheio de aventuras. Onde não há nada a temer e nem responsabilidades? Eu queria. E muito. Em Busca da Terra do Nunca me trouxe esse desejo. Fez com que a criança esquecida em minhas memórias voltasse e gritasse por liberdade.

Sinopse


J.M. Barrie (Johnny Depp) é um bem-sucedido autor de peças teatrais, que apesar da fama que possui está enfrentando problemas com seu trabalho mais recente, que não foi bem recebido pelo público. Em busca de inspiração para uma nova peça, Barrie a encontra ao fazer sua caminhada diária pelos jardins Kensington, em Londres. É lá que ele conhece a família Davies, formada por Sylvia (Kate Winslet), que enviuvou recentemente, e seus quatro filhos. Barrie logo se torna amigo da família, ensinando às crianças alguns truques e criando histórias fantásticas para eles, envolvendo castelos, reis, piratas, vaqueiros e naufrágios. Inspirado por esta convivência, Barrie cria seu trabalho de maior sucesso: Peter Pan.

Veja o trailer




terça-feira, 9 de julho de 2013

Spotted: o "correio elegante" dos arraiás foi parar no Facebook

Modismo. O nosso país está cheio deles e todos na maioria das vezes são enlatados americanos ou europeus. Uma nova moda, principalmente entre universitários, surgiu são os Spotteds.

Os Spotteds são uma espécie de “correio elegante”  presente nos arraiás, quermesses, festas juninas e julinas da cultura caipira.  Eles são páginas ‘Spotted’, criadas no Facebook onde as pessoas mandam seu recado secreto por mensagem. O administrador da página os republica sem mencionar o nome do remetente. E assim segue a ideia de recados anônimos no face.

Em tradução livre, “spotted” significa “marcado” e é, guardadas as devidas proporções, o que os enamorados anônimos tentam fazer. Geralmente os admiradores secretos descrevem em seus flertes como é seu objeto de desejo ou uma situação particular em que o viram. Ou ainda deixam recados picantes e engraçados.

Os Spotteds nem sempre rendem abraços e beijos (transa), mas arrancam risadas. "Loirinha linda que pediu para eu te acordar quando chegasse à PUC: desculpa, esqueci...", publicou na quinta a página “Spotted: PUCRS”, para estudantes da PUC-RS.

“Menina bochechuda da psicologia coreu, acho que do quarto período. Você é uma fofa! Adoro suas palhaçadas e seus cabelos são lindos! Como faço pra te amar?”. spotted publicado na página da PUC-Minas.

A possibilidade de anonimato faz os comentários para se tornarem mais picantes:

“Gatinho da RI que atende pelo nome Robson, seu charme atravessa fronteiras. você sabe várias, línguas, que tal aprender a minha? Seu lindo.” spotted publicado na página da PUC-Minas. 

"Loira linda do prédio 40: você não é o pré-sal, mas faz o meu PIB crescer!", escreveu a página “Spotted: PUC RS”

"Para o tio gatão do Camaro vermelho que ficou olhando duas meninas do Direito na entrada: nós estamos te querendo!", publicou a mesma página.

Em entrevista ao G1, o aluno do terceiro ano de medicina Guilherme Mendonça Roveri, administrador da “Spotted: UFPel”, de “20% a 30% dos recados se transformaram em ‘pegação’”. “Soube de casais heterossexuais, homossexuais e até de alunos e professores.”

“Quando publico algo, em menos de 30 minutos, em média, alguém já identifica para quem é a mensagem”, diz Roveri. Segundo estudante do terceiro ano de direito Felipe Lago, administrador da “Spotted PUCRS”, a página cerca de cem mensagens por dia, afirma em entrevista ao G1.

Muitos administradores de páginas de Spotted para levar as paqueras do face para o mundo real estão organizando festas. E por se tratar de universitários elas lotam.

Os spotteds podem estão aí. Surgindo para todos os lados e estão deixando o meio acadêmico para se instalarem em meios alternativos, como linhas de metro, ônibus, parques e etc.

Muitos assessores devem pirar quando veem um spotted com sua marca, mas calma. Isso não passa de uma mídia gratuita. Lógico que deve ser contralada de perto. Todos os spotteds que conheço foram criados por alunos, usuários sem vínculo com as empresas, mas é bom o assessor dar uma olhadinha de vez em quando. 

Afinal, em tempos de SAC 2.0, as resposta as críticas devem ser rápidas. 

Atualização: Na minha região, Vale do Aço, encontrei apensas um página de Spotted, a do Unileste: https://www.facebook.com/spottedUnileste

por Marquione Ban, com informações do G1

sábado, 22 de junho de 2013

A mobilização da internet se materializou nas ruas

Manifestantes no Rio de Janeiro
Todos, e digo todos mesmo, estão surpresos com os caminhos rápidos tomados pelas manifestações no Brasil. Em um dia a cidade de São Paulo questionava e mídia se quer falava do evento. No outro outras capitais aderiram e as manchetes da mídia foram “os vândalos que estão reclamando do aumento das passagens”. Na mesma hora vídeos se viralizaram mostrando o contrário. A truculência repressora da PM mal instruída.

Pronto. Assim começou a maior onda de manifestações que essa nação já viu desde 92, com os caras pintadas. Mas isso deu como?

A resposta mais obvia e simples possível é que devido as redes sociais e rapidez das informações  “boca a boca,” ou melhor dizendo, curtida por curtida a mobilização se lastrou como epidemia se uma revolta com diversas causas e não uma revolta sem causa.

Fator predominante para a realização a realização em massa dos protestos é que primeira vez quem manobrava as massas eram elas mesmas. A comunicação digital promoveu o engajamento, materializado nas ruas em larga escala em curto espaço de tempo.

Isso se deve a mudança do processo de comunicação. Antes havia um emissor e um receptor. Partimos do principio do diálogo unilateral. Os meios de comunicação digital estabeleceram a comunicação multilateral. A interação que as redes sociais nos propõe não tem base na bilateralidade ou unilateralidade, mas nas múltiplas conversações. O “bum” das manifestações se deve a isso e nada mais. A interatividade social das redes sociais e a facilidade, nunca encontrada tão fácil no ambiente físico, de reunir pessoas com os mesmos ideais resultaram na “Primavera Tupiniquim.”

O caminho deixou de ser único para a informação. Agora o receptor pode dar o feedback – resposta – imediatamente. Agradeçamos a web 2.0 que já está no nosso meio.

Com a web 2.0 as informações se viralizam. Ruídos, antes existentes no diálogo unilateral, incomodavam. Hoje ajudam ainda mais a difusão da informação. As fontes, além de gerarem a notícia, também as tramite. Impulsiona o acontecimento sobre o seu olhar que de forma imediata passa a ser redistribuído sobre outros olhares.

As manifestações só se materializaram com tamanha rapidez, que o Governo ainda tenta descobrir o que lhe atropelou, devido as esses fatores.

Um outro fator, não mencionado ainda, foi propagado pelo próprio Governo. A acessibilidade da tecnologia, a banda larga, embora ruim, e a rede 3G.  Somos o quinto país em  número de celulares, 1,26 aparelhos por pessoa, com dispositivos capazes de gravar vídeos, áudio, redigirem textos e acessar a web, dando olhos, ouvidos e boca à toda uma nação.

Podemos dizer que a internet é o vapor que alimentou a Revolução Industrial.  Hoje o vapor digital da internet alimenta não a revolução, mas a Comunicação Pós-Globalização em que encontramos.


Em suma, não é mais permitido somente enviar a informação. Agora todos a respondem. Vivemos a Era da Interação e ela que se materializou nas ruas. As hashtag #VemPraRua e #OGiganteAcordou invadiram a psique dos brasileiros como um vírus e os levou de fato às ruas. 
Espero que continuemos acordados 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Imagina na Copa...

Muitos ainda fazem previsões para o que vai e não vai acontecer na Copa do Mundo. Uma empresa pegou essa “sacada” dos brasileiros e pôs nas publicidades. Outros usam para aspecto negativo e outros para o positivo. Fato, é que já não imagino mais “na Copa”. Estamos nela. 

Está certo que é a Copa das Confederações e não a do mundo. No entanto, é valido lembrar que já estamos na Copa há muito tempo. Não imagino mais os aeroportos cheios e caóticos, as avenidas intransitáveis e por consequência a mobilidade negativada ou inexistentes em nosso país.

Não imagino na Copa, mas agora. O que nós temos de benéficos hoje? Afinal, na Copa nada será problema para a gente, pois os polícias e Exercito estarão nas ruas para nos conter. Isso mesmo. As forças, que são pagas com o nosso dinheiro, estarão à disposição para nos conter em nossas manifestações, opiniões e até transporte de vinagre ou do que eles entenderem como ameaça.

Nós, brasileiros, devemos deixar de sermos otários. Cunhados em meio à república de circo, por que o pão com a inflação também não está dando para o dia a dia. República de circo que nos impõe várias coisas e não importa com a realidade local de seu povo.

Há pouco, o governo “emprestou” um dinheiro a Cuba. Não sou socialista, não sou comunista, não sou de direita e muito menos capitalista. Sou do que é certo. Diante isso eu me questiono como nosso país carente em tantas coisas pode emprestar dinheiro aos vizinhos? Aos “amigos”?

Imagina na Copa? Não. Não imagino na Copa e muito menos nas Olimpíadas. Eu vivencio a realidade das filas do SUS, do INSS, do sistema prisional decaído – mas que tem espaço para protestantes contra aumentos e caprichos de governos como é o caso dos paulistas e tantos outros -, das escolas destruídas, do salário fuleiro dos professores, das cotas quando na verdade tínhamos de ter educação de qualidade em todos os níveis. Escola publica para o publico, o povo.

Vivo a realidade de não tapar o sol com a peneira. É melhor bronzear nele sem ela ou ficaremos quadriculados. Cheios de esperança por uma falsa sombra de benefícios.

Imagina agora nas eleições. Você votando com consciência. Escolhendo candidato ficha limpa. Candidatos qualificados. Pessoas de bem. Políticos que realmente fazem política. Políticos que entendem o que é e para que serve um vereador, um prefeito, um deputado , governador e presidente.


Bastilhas tem cair em nossa sociedade atual. A primeira deve ser nosso ignorância política e cidadã. Depois as outras serão dilaceradas.

Lembro aqui o Papa Francisco, ainda em lua de mel com a Igreja e o mundo, ao falar recentemente que a política só está essa merda – lógico que ele não disse assim –porque os cristãos – maioria neste país – não entraram na política como se deveria, com verdade e justiça. Sendo cristãos de fato. Muito ao contrário meus amigos. Eles entraram de cabeça no lamaçal.  Se porcos e adoram a “lavagem” alimentícia da corrupção.

Que o gigante realmente acorde e permaneça acordado. Espero que ele não esteja apenas levantando, coçando o saco, apreciando a paisagem e em 2014 volte sorrateiramente para a cama.

E sabe o que é o melhor de tudo isso? Nós brasileiros aprendemos a nos mobilizar em rede. Uso das redes sociais para organizar os protestos que sacodem o país, ou melhor, explodem, como diz a manchete da Aljazira, é fenomenal e histórico para nós brasileiros. 

A muito debatemos as redes como entretenimento puro e simples. Hoje a vemos muito mais como uma ferramenta social, que de fato é, do que um simples canal de diversão. Acordamos não só para o nosso papel social, mas para o uso da tecnologia comunicativa.  


Por Marquione Ban

sexta-feira, 14 de junho de 2013

#hashtags: de onde elas vieram?


As coisas na internet aparentemente são muito rápidas, só que não. Sempre temos essa impressão porque na verdade a internet é muito superficial e modista. Para realmente ter noção de tempo aqui é preciso ser mais hiperlinkado e navegar em redes profundas.

Olha só a prova disso. A Google em suas redes sociais já adota as #Hashtags a muito tempo e só agora o Facebook vai aderir ao famoso jogo da velha. Com a net é superficial em breve esqueceremos que o Face ficou muito, muito tempo mesmo, sem esse recurso disseminado até pelo jornais impressos em seus diários. Para alegria de alguns e desespero de outros. Um bilhão de usuários terão acesso à função nos próximos dias.

Mas de onde vem a Hashtag? Com vocês a explicação retirada do site Gizmodo

por Felipe Ventura | Mas quem criou a hashtag? E quem ajudou a difundi-la? A resposta para as duas perguntas envolve um rapaz chamado Chris Messina.

A inspiração para usar o # (jogo da velha) veio do IRC. Nele, você inicia a mensagem com #nomedocanal para dizer que ela pertence a certo grupo ou assunto.

Uma rede de microblogging decidiu adotar a ideia: o Jaiku, comprado pelo Google em 2007 (e fechado em 2012). Nele, você podia criar canais iniciando sua mensagem com #nomedocanal. Cada canal reunia mensagens com conteúdo semelhante.

Em 2007, alguns usuários do Twitter pensavam em criar grupos na rede social. No entanto, Chris Messina, um conhecido defensor do código livre, propôs algo maior do que grupos: “eu estou mais interessado em simplesmente ter uma experiência melhor de ouvir o que outros estão dizendo no Twitter”. Ele fez uma propostaformal de como isto seria incorporado à rede social, e foi o primeiro a usar a hashtag:

how do you feel about using # (pound) for groups. As in [msg]?

Dessa forma, era possível agrupar tweets com conteúdo semelhante. Então Messina criou a hashtag; e Stowe Boyd, que comentou as ideias de Messina em seu blog, cunhou o termo, em um post chamado “Hash Tags =Grupos para o Twitter“.

E assim começava a era da hashtag. No entanto, ela demorou a vingar: foi só em 2009 que o Twitter começou a transformar todas as hashtags em links que levavam à interface de busca, reunindo os tweets com a mesma palavra. No ano seguinte, foi criada a seção “Trending Topics” – aí as hashtags decolaram.

À medida que o Twitter se tornava mais popular, inclusive na mídia, as hashtags ganhavam espaço e começavam a ser usadas mesmo fora darede social: era uma forma de acrescentar contexto, humor ou ironia a mensagens de chat, e-mails, SMS e outras.

Em breve as hashtags tomaram conta do Facebook 

Então ela começou a ser adotada por outras redes sociais. Chris Messina trabalha para o Google desde 2010. No ano seguinte, após o lançamento do Google+, ele logo propôs que a nova rede adotasse hashtags também. Em alguns meses, Vic Gundotra anunciava a novidade em um #googleplusupdate. (Hoje, Messina trabalha como designer para a experiência de usuário do Google+.)

E este é apenas um dos casos. Tumblr, LinkedIn, Pinterest, Instagram adotaram as hashtags – até mesmo as comunidades do Orkut! Então na verdade o Facebook era a grande exceção… até agora.

Por que a demora? Como aponta John Herrman no BuzzFeed, porque as hashtags no Facebook deixam os posts públicos realmente públicos. Ao clicar em uma delas, você é levado para uma lista que agrupa os posts com a mesma hashtag: é um estímulo a mais para pessoas que não conhecem você curtirem e comentarem o que você publica. Como a rede social se envolveu inúmeras vezes em questões de privacidade, não é surpresa que eles tenham demorado a adotar hashtags.

E por que adotá-las agora? Bem, talvez porque o Facebook queira se tornar um destino para informação em tempo real, e dar aos anunciantes um público mais engajado com a rede social. Afinal, quanto mais você usa o Facebook, mais dinheiro os anunciantes pagam, e mais contentes ficam os acionistas.


Então quando você usar alguma #hashtag no Facebook – elas serão liberadas nas próximas semanas – esta será a culminação de algo criado há seis anos. Se as pessoas vão usar hashtags do jeito certo, bem, aí é outra história. [ The Atlantic - Wikipedia - BuzzFeed - New York Times;]